Do giz à era digital.

 

Desde o surgimento das primeiras entidades educacionais sistematizada até hoje ocorreram grande transformações no planeta, geradas pelo fenômeno da globalização. Poderíamos pular do ofensivo do quadro negro e giz para uma magnânima tela sensível ao toque. Mas afinal, as escolas têm acompanhado o curso da globalização? SIDINEY RODRIGUES, em seu artigo: Computador, uma ferramenta educacional, compara a escolas atuais ao insucesso das indústrias fonográficas quando lançou a digitalização da música em formato de MP3. Destaca ainda que a escola não tem conseguido aproveitar o computador com uma ferramenta educacional de fato, restringindo o uso do PC apenas para oferecer curso de informática básica:

Não é difícil conhecermos escolas que oferecem “cursos de informática básica” em suas escolas, esse fato isolado e essa atitude não é negativa, já que para os alunos é necessário o domínio básico de informática, o problema está na limitação a informática básica, não aprofundando e explorando todas as potencialidades que a informática permite no desenvolvimento das funções superiores do educando e do educador.

O que se pode observar é que a maioria das escolas não tem seguido o curso da globalização, deixando mundo a desejar; ora porque ainda não tem estrutura adequada; ora dispondo destas, mas que não dispõe de professores treinados para manusear de forma eficaz o instrumento. Primeiro é necessário que haja investimento em tecnologia nas nossas escolas, porém, os especialistas enfatizam que investir em tecnologia não basta. A maior dificuldade das escolas não é ampliar o uso dos aparatos, mas saber aproveitá-los na metodologia do ensino. Se a escola investe em tecnologia é preciso pensar na formação dos professores, para que esse investimento beneficie os alunos. Não adianta o professor dar aulas com toda aquela parafernália se a escola não os preparar para o uso efetivo das ferramentas.

Colocando-se a tecnologia a favor do bem fazer educacional, a escola pode ir mais longe cumprindo de fato seu papel social. Com o apoio tecnológico o educador pode ir elem de onde o educador que detinha apenas giz e o quadro negro. Com um aparato tecnológico a leitura e escrita se torna mais dinâmica para o aluno, uma vez que o mesmo interage com a leitura através de sons, imagens levando-o a uma maior compreensão do que se está lendo, sem falar do prazer visual que muitas leituras eletrônicas oferecem. o professor do giz e quadro negro, por exemplo, poderia falar do sistema sanguíneo poderia falar e no máximo reproduzir em desenho mal feito esse sistema, bem aquém do que o professor da era digital pode: além de falar pode, através de um software fazer com que o aluno tenha uma viagem pó dentro do sistema sanguíneo. Que tal ter como paisagem glóbulos e brancos e vermelhos? Bacana, não é?

Mesmo a escola dispondo de todo esse aparato tecnológico é preciso ainda um processo de formação específica para o uso pedagógico da internet, como de todas as atuais tecnologias da informação e comunicação, a fim de que a Educação possa aproveitar estas possibilidades.

O professor de hoje está inevitavelmente forçado a pesquisar na cultura digital – cultura esta que está em constante evolução. Ambientes centrados em hipertexto ou hipermídia são um convite à participação e contribuição através de diversos trabalhos e tarefas – construção de conhecimento partilhado.

Alguns temem que a tecnologia veio para substituir o homem, mas é preciso lembrar que o computador na sala de aula não vai substituir o professor, apenas vai auxiliá-lo de diversas formas, transformando a sala de aula em um ambiente atraente e estimulante para os alunos desenvolverem sua criatividade e raciocínio, contribuindo assim para que se tornem aprendizes autônomos.

Para fazer um bom uso do computador na sala de aula, o professor deve elaborar e planejar suas atividades juntamente com os alunos para que o resultado dessa proposta de trabalho seja atingida frente a essa nova tecnologia.

Mesmo em meia a tanta tecnologia e conhecimento humano, ainda há os empecilhos: vejamos algumas dificuldades que são encontradas quando o assunto é computador na sala de aula:

Algumas escolas possuem laboratório de Informática , mas não possuem professores capacitados para promoverem o conhecimento;

Muitos professores tem medo de lidar com as novas tecnologias, primeiramente por não saber como usá-las adequadamente;

Não tem um suporte técnico e pedagógico;

O computador muitas vezes é visto como uma máquina de ensinar;

Computador usado apenas para propósitos vagos e com isso não aprofundando o conhecimento do aluno;

Escolas não recebem incentivos e nem tampouco investimentos do governo para a sua modernização e melhoria na qualidade de ensino;

Não há motivação por parte dos professores devido aos baixos salários;

 

A VOLTA DE UM PROFESSOR DO SÉCULO XVIII

 

Teixeira, um grande professor do século XVIII, magicamente visita o século XXI. Ficou abismado com o que viu: as casas eram altíssimas e cheias de janelas, as ruas eram pretas e passavam umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em velocidade, o povo falava muitas palavras que o professor Teixeira não conhecia (poluição, telefone, avião, rádio, metrô, cinema, televisão, computador, internet…).

As roupas que as pessoas vestiam deixavam o professor Teixeira ruborizado. Tudo havia mudado! Muito surpreso e preocupado, visitou a cidade toda e compreendia, cada vez menos, o modo de vida daquela gente moderna.

Resolveu então visitar uma igreja. E que susto levou: O padre rezava a missa não em latim, mas em português e de costas para o altar; O desespero do professor aumentava. Visitou algumas famílias. Mas… O que significava aquilo? Antes, durante e depois do jantar, todos adoravam um objeto esquisito que mostrava imagens e emitia sons. Ele ficou impressionado com tanta capacidade de concentração e de adoração!!! Ninguém proferia uma palavra diante do objeto.

Tudo havia mudado completamente, e ele não reconhecia nada, até que resolveu visitar uma escola. Foi uma ideia sensacional porque, quando lá chegou, encontrou o que procurava: tudo continuava da mesma forma como ele havia conhecido – as carteiras enfileiradas umas atrás das outras, o professor lá na frente falando, falando, falando, e os alunos escutando, escutando, escutando…

Com esses texto, dar pra entender o tamanho do desafio a ser enfrentado por quem “faz educação” hoje. Conclui-se então, que chegamos a era digital, porém nossas instituições educacionais precisam se adequar a essa nova realidade: é preciso acima de tudo que a escola assuma uma outra postura quando o assunto é educar: urge que o professor utilize outros métodos e traga à baila discussões que despertem em seus alunos tanto ou mais interesse que a TV. As novas tecnologias empregadas pedagogicamente estão à disposição do professor. Da internet à sucata, muito se pode utilizar para envolver o aluno e discutir com ele questões contemporâneas condizentes com os problemas que enfrenta no dia-a-dia, que se relacionam com sua capacidade de melhor conviver em sociedade, que dizem respeito a aspectos aparentemente simples, mas são de uma complexidade impressionante.

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